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Habent sua fata libelli

Le livre, pour vieillir
Yves Bonnefoy (1923- )

Étoiles transhurnantes; et le berger
Voûté sur le bonheur terrestre; et tant de paix
Comme ce cri d’insecte, irrégulier,
Qu’un dieu pauvre façonne. Le silence
Est monté de ton livre vers ton coeur.
Un vent bouge sans bruit dans les bruits du monde.
Le temps sourit au loin, de cesser d’être.
Simples dans le verger sont les fruits mûrs.

Tu vieilliras
Et, te décolorant dans la couleur des arbres,
Faisant ombre plus lente sur le mur,
Etant, et d’âme en fin, la terre menacée,
Tu reprendras le livre à la page laissée,
Tu diras, C’étaient done les derniers mots obscures.

{Livre interpretação do autor}

Estrelas transumantes; e o pastor
voltado para a ventura terrestre; e tanta paz
como esse grito de inseto, irregular,
que um pobre deus regula. O silêncio
elevou-se de teu livro a teu coração.
Move-se um vento sem ruído entre os ruídos do mundo.
De longe o tempo sorri, por cessar de existir.
Simples no pomar os frutos maduros.

Envelhecerás,
e ao esmaecer ante o colorido das árvores,
fazendo sombra mais lenta sobre o muro,
sendo, por fim na alma, a terra ameaçada,
retomarás o livro na página onde o deixaste,
e dirás, eis as últimas palavras obscuras.

© by JR Bustamante, text & music, 2017